Registros das aulas

Aula de 04/08/2011


Análise Objetiva por Graziano Contieri
A aula deu-se início com a apresentação da professora SILVIA DE PAULA aos alunos e 5 (cinco) questões que indagavam sobre A ARTE, sucedendo uma breve reflexão de CLARICE LISPECTOR. Após houve um jogo de aquecimento corporal, assim dando início a um pré-exercício em esquetes.

Começando o exercício com a divisão do palco em três, foi proposto que uma das partes fosse usada para improviso, outra para travalho corporal, focando flexibilidade ficando com o corpo o máximo possível sem tocar no chão, e a terceira parte para interpretação sem o uso da voz, durante 00h15min.

Passando ao segundo exercício, as regras não se alteraram, com exceção da possibilidade do uso de sons; após isto, houve formação de grupos para apresentação de esquetes.

Cada grupo apresentou a esquete com o tema que fora definido pelos mesmos; após este exercício, passou-se para outro, onde os grupos tiveram que eleger uma pessoa para ser o NARRADOR, sendo que, no final, cada grupo escolheu qual foi a melhor (estória) e quais as melhores cenas para apresentar.

Algumas cenas em destaque foram escolhidas, e foram dados nomes a cada cena como temas fotográficos, e apresentadas. Depois, a cada grupo foi dado um tema livre, dentro de algum exercício que fora feito no módulo básico.

Em tudo que foi proposto como exercício, ao final de cada um, o grupo que apresentava tinha um momento de análise crítica, (reflexão), da esquete que fora realizada, sendo que a cada exercício os grupos eram desfeitos para a formação de outros, na intenção de todos participarem uns com os outros.

Por fim houve uma reflaxão de CLARICE LISPECTOR E SÓCRATES, dando assim o encerramento da aula.



Sujetivando a Análise Ativa por Juliana Toledo
E a cada nome é uma porta que se abre para um mundo todo de novas idéias e possibilidades.
E a ansiedade estraga a magia da surpresa; e a falta de concentração dissolve a intenção primordial.
E é preciso estar totalmente entregue às novas experimentações; para deixar o mundo das idéias falar mais alto; para viver uma história que não é sua.
E o corpo pode falar por nós, e o faz tão bem quanto fazemos mal floreando vocábulos desnecessários.
E a arte requer malícia zero, pois ela carece do toque.
E é preciso reter o ego, pois a arte carece da coletividade.
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Aula de 11/08/2011


Análise Objetiva por Gislaine Farias
Houve um relato de quem leu e quem não leu o texto proposto na aula anterior. Apóso relato, a turma foi dividida em quatro grupos, cada grupo iria discutir a relação do texto lido (Para uma ética do teatro) com a frase (Razão, sensibilidade, arte), após a reflexão o grupo escolheu um porta-voz para expor suas ideias sobre o tema proposto.

Após a discussão, fomostravalhar nossa concentração com um exercício onde o ator teria que se transformar em uma poça de pagua e fazer movimento de cima para baixo individualmente, depois esse exercício foi feito em dupla onde trabalhamos a concentração um do outro, com harmonia se transformando em um só.

Depois desse exercício, fizemos outro onde trabalhamos o nosso limite corporal e criatividade, pois teríamos que fazer ações diversas.

Após esse exercício, foi proposto que o ator individualmente faria uma cena como ele reagiria com cada situação sendo que ele só tem 10 segundos para representar.

*Ao final da aula foi proposto a representação do texto A visita da velha senhora onde os grupos escolheriam o contexto da apresentação.
  
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Aula de 18/08/2011


Análise Objetivo por Samuel Gibran
A aula começou com um exercício de aquecimento, depois um mais complexo no qual a sala foi dividida em duas fileiras, nas quais um aluno de cada vez deveria caminhar oito passos em circulo, depois começar um novo até completar três círculos, o exercício exigia bastante sincronia e teve que ser repetido várias vezes. A professora ressaltou que as falhas observadas na execução desse exercício são as mesmas que se observa de cada um em cena.
Em seguida foi proposto um exercício de meditação onde o tema era a loucura, depois desse desgastante exercício foi executada uma meditação em silencio, para sentir os efeitos da primeira sobre o corpo. 
Depois disso foi a vez de apresentar pela segunda vez uma cena inspirada na peça “O retorno da velha senhora”. Houve uma pausa para avaliar as apresentações.
A última atividade trabalhou com duplas que deveriam atuar em uma circunstância pré-definida. Foram propostas duas circunstâncias, uma num consultório de dentista e outra num restaurante. No final, mais uma conversa avaliativa.

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Aula de 25/08/2011


Análise Objetiva por Filipe Borges
A aula teve inicio com um alongamento proposto e coordenado pelo grupo.

Seguido de uma meditação em 3 etapas: a primeira onde tínhamos que inventar uma língua e caminhar pelo palco falando essa língua e fazendo movimentos diversos onde tínhamos que usar a agressividade. A segunda etapa tínhamos que realizar ações diversas. E a terceira ficarmos em silencio por 5 minutos.

Na seqüência iniciamos um jogo onde o objetivo era uma disputa pela cabeça da personagem Luis.

Depois deste jogo os grupos que foram montados nas semanas anteriores apresentaram as cenas da “A visita da velha senhora”.

Depois disso formamos 3 grupos e montamos mais uma cena onde alguns amigos preparavam uma festa surpresa p/ um amigo que tinha sido hospitalizado.

Em seguida andamos e marcamos 4 pontos no palco, depois que estes pontos foram marcados, formamos duplas e uma pessoa tinha que impedir a outra de seguir o seu percurso pelos pontos marcados.

No final da aula montamos 3 grupos e montamos mais uma esquete onde os filhos voltavam do funeral do Pai/Mãe e recebiam uma noticia inesperada de um vizinho.
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Aula de 01/09/2011


Análise Objetiva por Thais Furquim
A aula teve início com um exercício de alongamento do corpo, onde ficamos com os pés paralelos, os braços esticados para o alto, como se estivessemos sendo puxados para cima por alguém, logo depois jogamos os braços para a frente, esticando-os e fazendo com a coluna o formato da letra C, depois colocamos as mãos para trás e inclimamos o corpo para a frente, sustentando o corpo nos pés, repetimos esse exercício diversas vezes. Logo em seguida foi realizado um exercício de concentração, onde todo o grupo deveria realizar o exercício ao mesmo tempo, colocando as mãos entre o peito e logo em seguida esticando a mão para a frente soltando o ar ao som de shi, fizemos o exercício de frente, dos lados e de costas, começando sempre pelo lado direito e depois o lado esquerdo, onde cada lado foi feito o exercício por 6 minutos, sendo que na última vez fizemos em sequência frente, lados e costas, foi um exercício que trabalhou o equilibrio e a concentração.
Depois foi proposto interpretação de pequenas cenas, onde a professora Silvia leu os roteiros e criamos as cenas, foram 03 roteiros diferentes, no primeiro roteiro eram 04 presos, onde um estava passando mal, dois estavam tranquilos e o outro estava lendo a biblia fervorosamente, porém a bíblia era uma bomba que explodia, o segundo roteiro era o velório, onde os 04 filhos aguardavam a leitura do testamento da mãe e descobrem que a mãe deixou todos os bens para uma instituição de caridade, o terceiro roteiro eram dois presos, que se davam bem, até que chega um novo preso que é rival do preso 1, mas o preso 2 é cunhado do novos preso, sendo assim o preso 1 desiste de iniciar uma briga com o novo preso.
No final da aula a professora Silvia leu um texto da Fernanda Montenegro e pediu para que em grupo discutissemos a relação entre o texto com os ensinamentos de stanislavisk e os conceitos de razão, sensibilidade e arte.




Análise Subjetiva por Grazieli C. Borges Rodrigues 
Na vida tudo começa com equilíbrio,assim como na nossa aula;o equilíbrio de ser ator é a sua parte fundamental ,do seu ser,do seu quem.
Como já dizia o genial Augusto Boal : “Todos os seres humanos são atores,porque agem,e espectadores,pq observam.Somos todos espect-atores” . Todos sabemos atuar,na vida,na arte,no trabalho e até no teatro.
Nosso corpo é nosso instrumento principal de trabalho,e como parte importante podemos destacar nossa base : nossos pés,é com eles que caminhamos com verdade,é com eles que nosso corpo reverbera,o caminhar determina nosso ser,nosso personagem,é onde tudo começa.
Ao lembrar de situações trazemos a tona nossas ações e até a mais cotidiana é feita como se fosse a primeira vez,lembramos de situações que já vivemos,lembramos de como agimos e tudo se torna mais real.
Quando somos expostos ao teatro,a fazer teatro temos de lembrar desse exercício de ações,quando o fazemos com verdade podemos nos libertar do nosso individual e damos ênfase,luz, ao quem naquela situação,por vezes nos arrebatamos e arrebatamos o outro.
Quando nos rendemos ao teatro,libertamos nosso ser das amarras cotidianas e ao sentir a emoção da platéia,vemos que todo esse trabalho valeu a pena!
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Aula de 08/09/2011


Análise Objetiva por Geovane Rega
Foi realizado alongamento aprendido na aula de expressão corporal, ai foi proposta uma atividade de ritmo onde o grupo começava na velocidade 1 (lenta, andando em slowmotion) e ia até a 9 (rápida, correndo igual um louco desesperado), o objetivo era que o grupo entrasse em harmonia, todos no mesmo ritmo. (variação da atividade: 2 grupos, sem comando de voz da professora).
No grupo dividido foi feita a cena da "festa de aniversário surpresa" e deveriamos utilizar diferentes ritmos para os personagens.
Individualmente andamos pela sala e mentalizamos um lado bom e o outro ruim. Então em duplas pensamos sentimentos variados em relação ao parceiro.
Seguimos o roteiro do casal q comemorava o 7º aniversário de casamento, e o marido, sóbrio a anos chega bebado e casa. Primeiro sem falas e todos ao mesmo tempo e depois as duplas apresentaram com falas para a patéia.
Para finalizar, fizemos a cena "A morte súbita da laranja".




Análise Subjetiva por Flávia Albano
É difícil seguir um ritmo que não é o seu.
Fácil é pertencer a um grupo, pois pertencer é ter raízes.
Mas difícil mesmo é seguir o outro, sem ditar suas regras.
É um estudo sobre a adaptação e a aceitação.
Pertencer é um conforto, atuar dentro de um grupo é um desafio.
É uma constante transição entre doar e ganhar,
É aceitar o ritmo do outro e impor o seu quando for o momento correto,
É a harmonia entre o que é seu e o que é meu interagindo na crianção de um bem maior do que o eu,
É a força do nós.
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Aula de 15/09/2011


Análise Objetiva por Dayane Tedesco
Começamos com a professora pedindo para nos exercitar de baixo para cima começamos com movimentos nos pés, depois na perna, colcha, tronco e cabeça, um passando os movimentos para o outro com repetições e no ritmo da musica.

 Logo em seguida a professora pediu para que simulássemos uma corrida no próprio local que estávamos com as pernas elevadas na potencia 10 por 2 minutos controlados por ela.

Após a professora pediu que deitássemos no chão, fechássemos os olhos e começou a narrar uma historia:

“O filho que queria ser musico, o pai que queria isso para ele, mandou ele embora de casa, passa sete anos, o filho vai visitar a família com o CD que ele fez, o pai pede para fala para ele entrar, oferece guaraná, mostra coisas que o filho guardou, o filho diz que tem que ir embora, o pai fala de marcar de sair para beber uma cerveja e o filho vai embora.”

Em seguida pediu para que escrevêssemos uma carta a alguém que fazia muito tempo que não nos víamos, depois pediu que escolhêssemos uma das pessoas do grupo, onde uma teria que contar no ouvido da outra a carta que escreveu, onde pudéssemos mexer com nossos sentimentos e lembrar-se do passado de forma carinhosa e gostosa.

Depois pegamos a caixinha que trouxemos, com cinco objetos onde para nós é importante, cada um deles tem uma história, e começamos a contar uma para outro o significado que aquele objeto trás em nossas vidas.

Logo em seguida a professora re lê a história e logo ela vai nos orientando a cada tempo o que fazer.

Em seguida agente apresenta o filho voltando depois de sete anos para visitar o pai que o expulsou e ele traz de presente seu primeiro cd.





O Bom Filho Sempre Retorna por Filipe Borges














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Aula de 22/09/2011


 Soneto: Quem sou EU na circunstância?

Vivenciar um mundo novo, às vezes sem conhecê-lo;
Interagir com o outro pela primeira vez;
No palco aja sem timidez;
A vaidade pode até embevecê-lo;

Pensamento que vem e que vai;
Concentração a todo tempo;
Distração? Nem por um momento;
Prontidão que nunca cai;

O texto vós não esqueceis;
Se acaso lhe vier o sorriso,
Use e abuse do improviso;
Pode ser até de mil novecentos e dois mil e seis;

Senhora é tratamento do passado;
Pode ter saído sem querer;
Diante da circunstância, veio sem perceber;
A melhor resposta vem junto com afago;

Acontecimento é uma coisa inesperada;
Roubar a cena com elegância;
Tudo feito sem ganância;
Chega hora da parada;

E afinal de contas, quem sou EU na circunstância?

Fabio Farias Cavalheiro


Análises Objetiva e Subjetiva por Poncito








Aula teve início com alongamento proposto e coordenado pelo grupo.

Fazendo vários grupos de três elementos e cada grupo sai uma pessoa do grupo fazendo conscientização corporal do seu modo de fazer, e assim por diante.

Depois ficavam todos deitados no palco fazendo improvisações de movimentos com os pés, passando por todo o corpo, até chegar no rosto, com movimentos diferentes.

Continuando a atividade ficamos sentados em dois grupos, um pela direita e outro pela esquerda e cada um improvisa dois movimentos corporais de cada um e quase encontravam no maio cada ia para ele tinha saída. (Alguém se habilita a comentar sobre esta atividade? Não estava na aula, então não deu para arrumar esta parte.)

A professora Silvia contou também a estória da cadeira elétrica. Tínhamos que passar pelo corredor da morte, sendo inocente ou não. Condenado na cadeira elétrica até chegar as pessoas que ficavam assistindo pelo grupo e assim por diante.

Depois foi falado sobre dois jovens que se encontraram e se gostaram, ficaram noivos e se casaram. Logo veio o filho. Determinado dia foi embora e ficou sete anos preso e quando voltou a mulher tinha arrumado outro. O outro perguntou pelo filho e se despediram e foi embora.

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É difícil seguir em um ritmo que não é o seu.

É bom ter um grupo tem que ter suas raízes.

Para atuar dentro do grupo é um grande momento.

A nossa arte é buscar alcançar exatamente este resultado e requer que o ator sinta a agonia do deu papel.

E temos de ter nosso ritmo do outro para poder por o seu momento correto.

É a força de cada um na criação de um, bom estar no seu papel durante a sua apresentação.

Confie sempre no seu talento que você tem dentro de si.

Se não confia em si tudo vai por água abaixo.

O ator quando pensa no seu papel na hora da tristeza, da alegria, da tragédia a sua personagem tem que ser passada para o público.
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Aula de 29/09/2011 - Prof. Felipe


Análise Objetiva por Fábio Farias Cavalheiro
Apresentação rápida: conhecer as pessoas, o grupo, seus objetivos individuais e o ritmo. Em roda, nos apresentamos ao prof. Felipe, apenas dizendo o nome e se já tínhamos certeza sobre nosso objetivo no teatro. Todos disseram que sim, exceto o Fabio e Nady, que disseram estar em processo de descoberta. Em seguida o prof. explicou porque estava presente no dia substituindo a profª Silvia, que estava em uma apresentação na USP.

Depois, o prof. colocou um som ambiente com músicas da compositora Meredith Monk, que segundo ele, é uma grande musicista, que trabalha em cima de improviso vocal sobre tons. Estes sons iriam nos acompanhar durante todos os exercícios de aquecimento.

Após isso, iniciamos com o caminhar pelo espaço, sempre com as orientações de manter o olhar no horizonte, atenção ao ritmo e ocupar os espaços vazios do palco. Logo, ele começou a dar alguns números, que significam algumas ordens, tais como: Velocidade (-5 até +5), sendo que -5 é slow motiom e +5 corrida), e movimentos: 1 todos no centro, 2 todos nas laterais do palco, 3 todos sentados, 4 abraços e 5 deitados.

Ao final deveríamos escolher duplas para realização de exercícios com objetivo de "acordar o corpo". Os movimentos incluíam uma espécie de massagem que começa pela cabeça (couro cabeludo), rosto, braços, tórax, pernas, mãos e pés. Por fim, fizemos um movimento de varrição, com as mãos, sobre o corpo do colega que estava desde o início com os olhos fechados, somente curtindo, e com duas repetições deste último, sendo que as mãos se afastavam do corpo gradualmente e por fim fazia apenas um “vento” de cima para baixo. Na seqüência as duplas invertiam os papéis.

O próximo passo foi o exercício de pular corda. Cada um deveria entrar na corda em movimento e pular por 5 vezes, saindo logo em seguida para entrada do outro colega. Nesta fase algumas pessoas demonstraram certa dificuldade por nunca terem pulado corda, ou simplesmente por traumas ocorridos na infância. O prof. foi insistente em dizer que todos deveriam pular, e repetiu muitas vezes com quem cometia algum erro. Foi muito interessante perceber que algumas pessoas venceram seu medo da corda. Durante a execução o prof. explicou a analogia da corda com o palco, onde deveríamos ter controle emocional e ritmo para entrar, pular e sair da corda da mesma forma como faríamos no palco. O destaque ficou para o Poncito, que demonstrou rara habilidade ao executar as manobras.

Na parte final da aula utilizamos o texto “A casa fechada”, que já havia sido lido pelos alunos. Tivemos que nos reunir em grupos de 4 pessoas e discutir qual seria o acontecimento principal do texto. Em seguida, organizaríamos uma foto que retratasse esse momento. Quando cada grupo apresentava sua foto, era escolhido um grupo da platéia, que deveria identificar o momento da cena mostrado por quem estava no palco para apresentar sua cena. O critério estabelecido para identificação do ponto chave era congelar o momento mostrado pelo grupo da foto por 5 segundos, e fazer o fechamento conforme o gosto do grupo, antes, durante ou no final da cena. Curioso notar que no mesmo texto os grupos encontraram momentos diferentes para indicar como acontecimento principal.

Por fim, nos reunimos em roda para tratar sobre as apresentações realizadas e justificativas para a escolha do acontecimento principal. Foram esclarecidas algumas dúvidas, feito o agradecimento do prof. pela aula daquele dia e encerradas as atividades.




Conservando o Que é Bom de Tudo por Juliana Toledo

De repente descobrimos que a infância foi o momento em que mais fomos fiéis as nossas intuições, a fase em que mais tínhamos equilíbrio, concentração e capacidade de perceber e nos adaptar a novos ritmos.

Deve ser natural da criança não se preocupar com nada além de seu bem estar, sua diversão (já faz muito tempo então não me lembro mais...) e deve ser por isso que arriscam tudo que lhes é oferecido de novo.

Mas a fase adulta também tem seus encantos. Vem carregada de responsabilidades, mudanças (que muitas vezes chegam ao estilo mais invasivo possível), importantes decisões, responsabilidades... é... huuum... estar pronto para seja qual for a consequência... huuum... eu já mencionei responsabilidades? Já...

É... bom... é, talvez, a vida adulta não seja assim um mar de rosas.

Ah, tah...! Então, deve ser por isso que temos de nos permitir resgatar a inocência e a alegria da infância para sermos, no mínimo, bons atores.



SIM!
Mas olha, só não vamos esquecer o simancol que também deve vir com a fase adulta, okay??
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Aula de 06/10/2011 - Prof. Felipe


Análise Objetiva por Juliana Toledo
A aula teve início com um aquecimento proposto pelo professor Felipe. Ele ditava a velocidade que variava de -5 a +5, onde de -5 a -1 equivalia a movimentos lentos e de +1 a +5 movimento rápidos.

Após este aquecimento foi proposto um novo exercício onde cada número equivalia a uma ação, sendo 1 = todos no centro, 2 = todos nas laterais do palco, 3 = todos sentados, 4 = todos abraçados e 5 = todos deitados.

Em seguida começamos um jogo que segundo o professor trabalharia a observação e seria necessária sagacidade para descobrir a “lógica”. Com um bastão na mão o professor passava por algumas pessoas dizendo “Jesus passou por aqui” até que enfim dizia “Jesus parou aqui”. Existe uma lógica que faz com que “Jesus pare” e dos alunos presentes apenas uma descobriu qual é esta lógica, Flávia.

Depois do jogo todos fomos pular corda, com o mesmo objetivo da aula anterior, trabalhar o ritmo e controlar a ansiedade. A princípio foi um de cada vez. O exercício evoluiu de passar direto (zerinho) até que cada um pulasse cinco vezes. Depois todos teriam de pular cinco vezes, no entanto, enquanto quem estava na corda pulasse pela segunda vez o próximo da fila teria de entrar, sendo assim, haveria duas pessoas na corda pulando três vezes. Nem todos conseguiram entrar na hora certa, sair na hora certa ou entrar sem “atrapalhar” quem já estava na corda. Em seguida formamos três grupos de cinco e um grupo de quatro pessoas e todos tinham de pular juntos na corda, cinco vezes. Como entraríamos na corda seria um critério nosso, poderia ser todos de uma vez, ou um de cada vez etc... o importante é que teríamos de pular todos do grupo, juntos, cinco vezes. Não conseguimos completar a tarefa, pois os grupos não conseguiam manter o ritmo com a entrada de mais de dois na corda. Apenas um grupo conseguiu entrar inteiro na corda e pular três vezes.

Depois deste exercício fomos divididos em duplas e trios para fazermos cenas preparatórias para o encontrão.

Após a apresentação das cenas foi solicitado pelo professor que pensássemos em um cheiro, uma imagem e um som para a cena e que trouxéssemos para continuarmos trabalhando o texto na próxima aula, além disso houve uma breve discussão sobre as apresentações e finalizamos a aula em roda gritando a palavra jesus.
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Aula de 13/10/2011


Análise Objetiva por Juliana Toledo
A aula teve início com alongamento em dupla onde quem estava sendo alongado propunha um tipo de movimento e era auxiliado pelo colega que “aumentava” o alongamento pressionando determinadas partes do corpo.

Após o alongamento a professora pediu que fizéssemos ações diversas, sempre pensando que não deveríamos dançar ou fazer exercícios, deveriam ser ações e deveríamos utilizar todos os planos, alto, médio e baixo.

Em seguida, um de cada vez tinha que abrir uma porta, passar pelos obstáculos imaginários, pegar um objeto em uma prateleira e sair por uma passagem secreta, primeiro individual e depois em dupla. Eu particularmente achei difícil especialmente em dupla, pois não deveríamos combinar quais seriam os obstáculos e o que seria o objeto e percebi que em algumas duplas alguém iniciava uma ideia que nem sempre ficava clara para o parceiro que então apenas seguia o outro, ou então o parceiro entendia a idéia, mas não embarcava na onda, então ficava meio estranho. A professora notou que não parecíamos saber quais eram os obstáculos ou qual era o objeto que tanto queríamos.

Ao finalizarmos o exercício as duplas e trios da aula passada deveriam se unir e apresentar a cena novamente junto com o material solicitado na aula anterior, no entanto como alguns dos alunos não estavam presentes e muitos dos que estavam não haviam trazido o material solicitado na aula anterior fizemos um exercício diferente onde cada um com sua dupla ou trio deveriam sentar juntos no placo e enquanto um dizia como imaginava a cena (imagem, som e cheiro) os outros ouviam de olhos fechados.

Após este exercício todos apresentaram as cenas apenas com ações, sem falas, enquanto os que assistiam deveriam dizer o que foi transmitido na cena. Em seguida todos apresentaram as cenas novamente com as falas.

Depois foram formadas novas duplas e trios para novas cenas que deverão ser apresentadas na próxima aula, no entanto foi solicitado que preparássemos algo para que a cena seja apresentada de maneira simbólica.

O exercício final foi com todos em círculo no meio do palco e enquanto uma música tocava alguém deveria “guiar” o grupo com movimentos, que deveriam ser harmoniosos, até o final da música, o que não foi bem sucedido, pois houve muito barulho e pouca concentração de muitos do grupo em quem estava propondo os movimentos. Ao final do exercício a professora comentou que quando estamos no palco não há mais nada que o diretor possa fazer, sendo assim, cabe aos atores se organizarem entre os acontecimentos.

A aula foi encerrada com todos, em roda, gritando a palavra silêncio.




Taciturnidade por Juliana Toledo
Silêncio: Substantivo masculino. É a ausência total ou relativa de sons audíveis. Descanso; estado calmo; estado de paz, de inação. Abstenção de publicar qualquer notícia ou fato, de comentar o que é geralmente sabido. 

Logo, exercitar o silêncio é descansar e dar um descanso para quem quer que esteja conosco. É não falar, quando o que queremos dizer já foi dito, simplesmente porque queremos ser ouvidos.

Silenciar é praticar a paz.

Amém!

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Aula de 20/10/2011

Análise Objetiva por Geovane Rega
Fizemos um aquecimento (alguns não participaram, pq estavam fazendo a atividade proposta na aula anterior).
Apresentamos de maneira simbólica a cena proposta, mostrando quais sentimentos preenchiam a cena. Fizemos a leitura desse mesmo texto em voz alta, depois apresentamos ele para a turma.
Nova cena, leitura individual e após leitura em voz alta, com todos os integrantes da cena, para a turma.
Atividades para próxima aula: avaliação e preparar de maneira criativa a cena para "vendermos" e conseguirmos investimento =D.



Análise Subjetiva por Samuel Gibran
É importante conversar sobre compromisso porque sem ele nada se faz, nada se cria, nada se revela.  Ficamos num novelo de fios que nunca se transforma num tecido de verdade.
Toda cena carrega uma essência, mas descobri-la pode ser mais difícil do que parece, a alma se esconde atrás de um emaranhado de corpo, é preciso despir o corpo para entender a alma. A alma da cena, os sentimentos que a alimenta.  Raiva, ansiedade, humilhação, curiosidade, desespero, angústia, medo, ódio, amor.  
Um texto lido em voz alta revela a todos o futuro das cenas, duplas e grupos, separados pelas costas, lendo juntos o que virá a ser.  Uma cena para todos convencer, uma cena que se precisa vender.

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Aula de 27/10/2011

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Aula de 03/11/2011

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Aula de 10/11/2011

Análise Objetiva por Fabiana Resende
Cada grupo apresentou uma cena do texto, mas não a mesma que será apresentada no encontrão. Inclusive com personagens diferentes.
Depois apresentamos a mesma cena sem fala.
Para finalizar, apresentamos um resumo da história da cena.



Análise Subjetiva por Fabiana Resende
Consciência habitada pela ausência de sentido,
Impossível pensar em perspectiva.
Prevalece então o Pathos,
Do "em vão", vontade de nada.
Uma corrupção qualquer e somos vítimas da nossa própria moral,
Com pretenção de verdade.
Aflição e degeneração fisiológica,
Negação da vida,
Desespero,
Descrença,
Indigência.
Somos assaltados diante da falsidade e ambiguidade. Nada tem sentido, nossa interpretação do mundo é falsa. 
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Aula de 17/11/2011

Análise Objetiva por Filipe Borges
A aula teve inicio com os grupos apresentando o seminário sobre a vida e obra do autor.
Na seqüência tivemos 1 minuto para apresentarmos a nossa personagem para o grupo sem fala e no final alguns grupos apresentaram a cena simbólica.
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Aula de 24/11/2011

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Aula de 01 e 08/12/2011

Análise Objetiva (01/12) por Samuel Gibran
A aula começou com um alongamento. Depois veio a apresentação das cenas simbólicas que faltaram na quinta anterior, duas cenas do Abajur Lilás, uma do “Eles não usam Black Tie” e uma do “Navalha na carne”.
Depois algumas conversas sobre as cenas simbólicas.
Em seguida começaram os ensaios para as cenas do encontrão, Já com o figurino e cenário que seriam usados na apresentação final.  Os cenários de todas as cenas foram montados pelo palco e a turma percorreu em grupo onde cada grupo/dupla apresentou uma cena cotidiana quando parávamos no cenário que lhes correspondia. No final da aula foi feito uma conversa sobre possibilidades de melhoras em alguns pontos das cenas.




Análise Objetiva (01/12) por Samuel Gibran
A aula começou com um alongamento com duplas aleatórias, depois com seu(s) parceiro(s) de cena, foi pedido que o texto da cena do encontrão fosse dito apenas com o olhar, depois fomos o mais longe possível de nossos pares e dissemos o texto em voz alta.
Depois um último tempo para ensaios e em seguida a apresentação das cenas do encontrão para os outros da sala e também para a turma do PA4. Foram apresentadas duas cenas do “Abajur Lilás”, duas do “Navalha na carne”, duas do “Quando as máquinas param” e uma do “Eles não usam Black Tie” 
Ao término das apresentações os alunos do PA4 fizeram suas considerações e deram dicas para melhorar as cenas.
Uma última conversa com a professora e fim de aula.




Análise Subjetiva por Samuel Gibran

Ansiedade, empolgação, 
raiva, tensão,
medo, convicção.
Incertezas.
Certezas. 
 Todas as possibilidades meditadas, todas as ações medidas
 As falas deslizando desesperadamente pela memória
O desejo da perfeição esbarrando no engatinhar da técnica.
As criticas badalando na cabeça aturdida. 
Tudo parece que dá errado, as máquinas param, a navalha corta a carne, 
O Abajur se quebra, Não, nós não usamos Black tié.
Tapa na cara!
Soco na barriga!
Chão afiado!
Pão com vidro!
Pausa, respira, começa novamente, e novamente e novamente.
O ator é um tipo muito esfomeado de artista!  Trabalha com seu corpo, com sua voz, com seus olhos, cada átomo de sua matéria ele dedica a sua arte, toda a chama de sua alma está posta no palco.  E por isso ele chora, ri e morre a cada dia, para nascer novamente no próximo abrir das cortinas.



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